domingo, 11 de maio de 2008

Às vezes me falta o ar e fica difícil saber quem eu realmente sou.
Fico entre o ser e o vir-a-ser
Como mãos trêmulas que não conseguem riscar uma linha reta
Eu, algumas vezes me acho no meio de escolhas inusitadas e impensadas
Que quando olho para trás vejo um caminho tortuoso
Há alguma semelhança com uma folha levada pelo vento...
Sem resistência vai sendo levada pela força ininterrupta da vida

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Angústia

Angústia é se ver partido por quem você quer bem
Sentir-se preso pelo sentimento que não se dissipa
Vai amordaçando cada lágrima
Que não parti, permanece nas entranhas dos turbilhões que nunca vão embora

Agonia de perceber o quão levianas são as situações
A vida passa sem que tenhamos coerência
Buscá-la incessantemente sem jamais alcançar
Sendo ilimitado o horizonte de expectativas

Clausura dos sentimentos que por agora tomam conta
Encerro-me num lugar recôndito, mente
Mas neste silêncio apenas se escuta uma pulsação

Aquela que nunca parou
Sempre esteve ali e que independe se estamos bem ou mal
Não importa o lugar onde você se meteu

A pulsação do que é mais essencial e que não nos abandona
Mesmo quando faço tudo por abafar
A necessidade de estar e permanecer sem jamais titubear
Sempre de uma lealdade canina

Espreita... e atrelada a ela
vem a angústia, agonia, amor...