Hoje acordei com um gosto de jaca em minha boca,
mas imediatamente me lembro que desta fruta eu nunca provei
às vezes eu sonho e penso que é real e quando acordo penso que ainda estou sonhando
Talvez esta noite eu tenha sonhado que comi jaca,
mas eu não sei nem descrever qual era o seu gosto
A jaca ou o que sinto por você parecem ter o mesmo sabor
É o inesperado sentimento que toma conta
Mas algumas vezes os sentimentos parecem soterrar o que sou
e eu ainda não sei até que ponto sou eu que os controlo
Exitem lugares em que eu ainda me perco,
um deles é esta atmosfera onde não se avança e nem se retrocede
Neste céu de esperanças,
a esperança mudou de cor agora é de azul que ela se reveste
A esperança reina lá fora e aqui dentro só existe a calmaria de um dia de domingo
Cerro meus olhos e novamente submersa na irrealidade dos meus sonhos
Sinto o implacável gosto de jaca
domingo, 2 de dezembro de 2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
poema inacabado
Às vezes eu me sinto um fardo
que apenas o coração que eu carrego parece fazer sentido
adormeço em teus braços,
mas aguardo pelo beijo que a doce manhã vem me entregar
que apenas o coração que eu carrego parece fazer sentido
adormeço em teus braços,
mas aguardo pelo beijo que a doce manhã vem me entregar
quinta-feira, 26 de julho de 2007
dias chuvosos
Talvez hoje possa ser melhor do que ontem
ontem já passou e amanhã ainda não chegou
a persistência está escondida embaixo dos travesseiros
Enquanto isso vou desperdiçando
a casca dourada das horas
ontem já passou e amanhã ainda não chegou
a persistência está escondida embaixo dos travesseiros
Enquanto isso vou desperdiçando
a casca dourada das horas
quinta-feira, 19 de julho de 2007
às vezes eu amanheço...
calada, como que continuasse a dormir
mas existe uma voz que jamais se cala
permanece, sempre a romper o silêncio
Vou invadindo cada minuto, sem pedir licença
ou seriam eles que me invadem?
vão levando um pouco de mim
deixando apenas o silêncio profundo desta palavra aterrorizante, ausência
A pausa das minhas mãos não representa a pausa do que estes segundos levaram de mim
quando tudo parecia estático
de dentro do meu corpo irrompeu o frêmito do meu coração
Um suspiro contido
toma-me e carrega-me por este dia sem ti
calada, como que continuasse a dormir
mas existe uma voz que jamais se cala
permanece, sempre a romper o silêncio
Vou invadindo cada minuto, sem pedir licença
ou seriam eles que me invadem?
vão levando um pouco de mim
deixando apenas o silêncio profundo desta palavra aterrorizante, ausência
A pausa das minhas mãos não representa a pausa do que estes segundos levaram de mim
quando tudo parecia estático
de dentro do meu corpo irrompeu o frêmito do meu coração
Um suspiro contido
toma-me e carrega-me por este dia sem ti
quarta-feira, 18 de julho de 2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
Primeiro dia
Apenas para ocupar algumas linhas e alguns minutos do meu tempo irei escrever algumas palavras sem muito nexo:
amor
olhos
ruas
caminhos
afetos
persianas
palavras
olhares
você
cores
meus
sonhos
amor
olhos
ruas
caminhos
afetos
persianas
palavras
olhares
você
cores
meus
sonhos
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